Prefeitura agiu firme contra empresa que foi alvo da Operação Carrossel, explica Hildon Chaves

 

O prefeito Hildon Chaves convocou a imprensa na tarde desta quarta-feira (4) para contestar algumas afirmações da PF e a Controladoria Geral da União (CGU), sobre fraudes envolvendo a licitação para transporte escolar do Município e alvo da Operação Carrossel.

Hildon disse que a Prefeitura vem enfrentando problemas com o transporte escolar há mais de um ano e meio. Ele aproveitou para falar sobre o transporte fluvial, que foi passado para o Estado. “O governo está tentando licitar o transporte fluvial, e tem a mesma dificuldade por causa das empresas. Há uma combinação entre as empresas, mas a Prefeitura tem combatido isso de forma séria porque repudiamos qualquer tipo de irresponsabilidade”, disse o prefeito.

Segundo Hildon, durante audiência realizada na Vara da Infância e Juventude há poucos dias, ficou decido que a empresa responsável pelo transporte terrestre iria regularizar o serviço 100% na última segunda-feira (2), mas isso não aconteceu. “Por conta disso, a Prefeitura ingressou uma ação judicial contra a empresa Freitas, que vinha prestando um serviço de forma precária. O prazo era que tudo fosse normalizado no dia 2 de setembro, mas isso não aconteceu e nós entramos judicialmente pedindo indisponibilidade de bens, adotando todas as providências necessárias”, explicou o prefeito.

Sem superfaturamento

O prefeito contestou o superfaturamento referente a quilometragem rodada pelos ônibus, que aumentaram de R$ 7 para R$ 11. “O preço que se fala era de 2013 e 2014. De 2013 até 2017 tivemos mais de 50% de inflação, então é natural que o novo contrato tenha essa atualização”, esclareceu Hildon Chaves.

Sobre o repasse de recursos por parte da Prefeitura sem que o serviço fosse executado, o prefeito disse que todos os serviços prestados foram pagos exatamente de acordo com as rotas que foram atendidas. “Todas as rotas não atendidas foram glosadas todos os meses. Se há alguma insinuação nesse sentido está absolutamente equivocada”, diz.

Em relação aos funcionários, presos na operação, Hildon Chaves citou a superintendente de Licitações, Patrícia Damico como exemplo, e disse que ela vinha prestando um trabalho extraordinário na gestão trazendo uma economia de mais de R$ 115 milhões para o município. “Eu lamento isso ter acontecido e vamos aguardar o desdobramento. A operação Ciranda, que prendeu o ex-secretário de educação Marcos Aurélio, não chegou a lugar nenhum, e esperamos que dessa vez puna quem realmente merece ser punido”, enfatizou o prefeito.

Durante a coletiva de imprensa na PF, os órgãos envolvidos na operação informaram que a Superintendência Municipal de Licitações poderia ter detectado as fraudas que estavam ocorrendo por parte das empresas, o prefeito disse que para detectar dependeria da qualidade da fraude a ser detectada. “Aquilo que a SLM detecta de errado, claro que ela toma todas as providências”, disse.

Sobre uma ação de intervenção impetrada pela promotora de educação Priscila Matzembacher, para tentar resolver o transporte escolar indicando um interventor, Hildon Chaves disse que na Operação Ciranda foi apresentada a mesma ideia, mas nada foi resolvido. “Nunca apareceu ninguém e nunca interviu em nada. Se tiver um interventor que resolva o problema, nós vamos continuar repassando os recursos, mas acho isso muito complexo e difícil porque esses ônibus precisam ser abastecidos todos os dias, tem que receber manutenção diária”, finalizou o prefeito.

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