PF cumpre 8 de 9 prisões durante ação contra corrupção e fraude em licitação em RO e PB

Operação Feudo foi deflagrada na manhã desta quarta-feira (10). Entre os presos há empresários e um advogado, conforme a corporação.

A Polícia Federal (PF) confirmou ter prendido oito dos nove investigados na Operação Feudo, deflagrada na manhã desta quarta-feira (10). O objetivo da ação policial é desarticular uma organização criminosa suspeita de desviar dinheiro público e fraudar licitação de obra de saneamento básico em Ministro Andreazza (RO), município da Zona da Mata.

Segundo o delegado da PF à frente do caso, Peterson Manis, um alvo ainda não foi encontrado – ele está na Paraíba. Ao todo, são cinco mandados de prisão preventiva e quatro de temporária.

Outros 11 mandados de busca e apreensão também foram cumpridos em Cacoal (RO), Ministro Andreazza (RO), Santa Luzia do Oeste (RO) e em João Pessoa (PB). Em meio aos presos estão um advogado e empresários.

Entre as apreensões da polícia há carros de alto valor, imóveis e objetos de luxo. Além disso, os bens dos investigados foram bloqueados.

“Entre as prisões feitas aqui (Rondônia), os investigados vão ficar temporariamente no presídio municipal e, após audiência de custódia, serão enviados para a Comarca de Cacoal. Já na Paraíba, o investigado foi interrogado e segue preso”, complementou Manis.

Conforme a PF, as apurações começaram em 2015 depois de uma denúncia, após suspeitas de corrupção e fraude no caráter competitivo do processo licitatório das obras de implantação de saneamento básico no município de Ministro Andreazza. A suspeita foi confirmada durante as investigações.

A corporação informou também que as análises indicam que os membros da organização criminosa manipularam a licitação, direcionando o vencedor do contrato milionário da obra de saneamento básico da cidade.

O valor da licitação vencida pela empresa foi de R$ 18 milhões e até quarta-feira (10) foram executados aproximadamente 65% dos serviços de saneamento básico, e comprovados cerca de R$ 3 milhões em prejuízos.

Os servidores da Controladoria-Geral da União (CGU) auxiliaram nas investigações. De acordo com o superintendente da CGU em Rondônia, Miguel Maurício, Ministro Andreazza tenta reverter a situação da cidade. “R$ 3 milhões deixaram de atender grande parte do município”, disse.

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